Os Cadáveres Esquisitos do Mestre Cruzeiro Seixas vão ver a luz do dia
Escrito por Andreia Barros Ferreira
06-Jul-2010
Cruzeiro Seixas, uma das figuras mais importantes do surrealismo português, terá a sua obra exposta no Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, de 10 de Julho a 20 de Novembro. A exposição chama-se Golden Ages e junta a Cruzeiro Seixas mais quatro artistas plásticos. Estivemos à conversa com Pedro Dias, director do museu, e ficamos a saber que para além de uma exposição retrospectiva do Mestre, haverá a apresentação de quatro telas nunca antes expostas. Os Cadáveres Esquisitos, uma corrente iniciada no surrealismo francês e trazida depois para Portugal, verão finalmente a luz do dia. Absolutamente imperdível.
Cruzeiro Seixas, one of the leading figures of portuguese surrealism, will have his work exhibited at the Museu do Vinho da Bairrada in Anadia. The exhibition is called Golden Ages and Cruzeiro Seixas joins four other artists. We spoke with Pedro Dias, Director of the museum, and we learn that in addition to a retrospective exhibition of the Master, will present four paintings never exhibited before. The Weird Corpses, a chain started in French surrealism and brought back to Portugal will see the light of the day. Absolutely unmissable.
Joe Berardo: "É um dever humano preservar a cultura"
Escrito por Andreia Barros Ferreira
08-Abr-2010
É conhecido pelos seus investimentos financeiros, mas há um homem apaixonado por cultura por detrás do outro dos números. Joe Berardo, que tem já um museu com a sua colecção privada em Lisboa, considerada uma das maiores do mundo, apadrinhou uma exposição de nus relacionados com vinhos. Falamos com o Comendador sobre ela na inauguração da mostra, no Museu do Vinho da Bairrada, em Anadia, mas também sobre a sua vida na África do Sul, os sonhos que foi acalentando e cumprindo, e sobre as horas que passa a ver filmes de acção e a dançar.
It is known for its financial investment, but he is also a man in love with culture. Joe Berardo, who already has a museum with his private collection in Lisbon, one of the largest in the world in the field of private collections, has sponsored an exhibition of nudes related to wines. We talked about it with the Commander at the inauguration of the exhibition, in Museum of the Bairrada Wine, in Anadia, but also about his life in South Africa, his dreams, and the hours that he spends watching action movies and dancing.
Fomos ao interior de António Pinho Vargas e vimos o músico poeta
Escrito por Andreia Barros Ferreira
25-Jan-2010
É pianista de jazz, compositor de música contemporânea erudita, escritor. E o ano passado lançou Solo, um álbum duplo com os seus êxitos de jazz dos anos 70, 80 e 90 adaptados a piano, e considerado por críticos e jornalistas o Disco do Ano. António Pinho Vargas, 58 anos, editou no passado mês de Outubro Solo II, continuação do disco de 2008. Falámos com ele sobre o álbum, mas também sobre o doutoramento que está a fazer acerca da internacionalização da música portuguesa no estrangeiro, e sobre a sua paixão pelo cinema e pelos livros. Quase no final, uma confidência: “Acho que escrevi um poema há muito tempo, devia ter 20 e poucos anos (…) lembro-me que terminava com uma frase sobre a angústia da criação e que dizia, suponho, isto: “e a página continua em branco”.” O que no seu caso é bem verdade, espera-se ainda muito deste senhor que mudou os limites do jazz em Portugal com músicas como Tom Waits e A Dança dos Pássaros. Ele promete continuar os espectáculos ao vivo e a composição de música contemporânea erudita.
A poucos dias da abertura de a A Vida Portuguesa no Porto, Catarina Portas recebeu a Bons Vícius na sua loja do Chiado, em Lisboa. Desde 2004 que o antigo armazém da perfumaria David & David ganhou o brilho de outros tempos com a venda de produtos históricos portugueses, que marcaram épocas e gerações e hoje persistem fiéis à sua embalagem original, caso do limpa-metais Coração (1928), dos sabonetes Ach. Brito (1887) ou da conhecida pasta medicinal Couto (1932). Amulher por detrás deste projecto de sucesso conta como sonhou ser chapeleira, foi jornalista, correu dezenas de países para conhecer o mundo e a si própria, e actualmente, como empresária, continua em busca da identidade através do estudo do passado. Apolítica também não ficou de fora desta conversa, assim como as causas a que tem dado voz: "Não sou uma Maria da Fonte enlouquecida que sai para a rua por qualquer razão".
Carlos do Carmo: "Em Lisboa encontro-me com a felicidade muitas vezes"
Escrito por Andreia Barros Ferreira
07-Set-2009
Diz que é ao fado que deve toda a sua vida e por isso quer tentar devolver-lhe um pouco daquilo que ele lhe deu. Ao telefone a partir da sua casa em Lisboa, Carlos do Carmo, mais de 45 anos de carreira, o mundo quase todo percorrido a cantar, diz que a sua prioridade é agora a candidatura do fado a Património Mundial da UNESCO. Os discos, um em especial pedido pela sua editora, gravará se tiver "paciência". É que vive agora os seus dias sem pressas, a desfrutar da sua mulher (que também o fado trouxe), dos seus netos, filhos e amigos, para quem foi tendo pouco tempo quando andava a conquistar as pessoas com a sua voz.